quinta-feira, 12 de julho de 2012

Declaração de Genebra - A família humana natural é estabelecida pelo Criador e essencial para a boa sociedade.


Declaração de Genebra

Reunimo-nos neste Congresso Mundial de comunidades nacionais, étnicas, culturais, sociais e religiosas, para afirmar que a família humana natural é estabelecida pelo Criador e essencial para a boa sociedade.

Dirigimo-nos a todas as pessoas de boa vontade que, com a maioria das pessoas do mundo, valorizam a família natural. Ideologias de estatismo, individualismo e revolução sexual hoje desafiam a própria legitimidade da família como uma instituição.

Associados com este desafio estão os problemas do divórcio, da desvalorização da paternidade, do declínio do tempo para a família, da educação pública moralmente relativista, das confusões sobre identidade sexual, da promiscuidade, das doenças sexualmente transmissíveis, do aborto, da pobreza, do tráfico de pessoas, da violência contra mulheres, do abuso de crianças, do isolamento de idosos, da taxação excessiva e fertilidade abaixo da necessária para reposição.

Para defender a família e orientar a política pública e os padrões culturais, esta Declaração afirma princípios que respeitam e defendem os papéis vitais que a família desempenham na sociedade.

A Família e a Sociedade

A família natural é a unidade social fundamental, gravada na natureza humana, e centrada na união voluntária de um homem e de uma mulher na aliança de casamento para toda a vida. A família natural é definida pelo casamento, procriação e, em algumas culturas, pela adoção.

Famílias livres, seguras e estáveis que acolhem com alegria as crianças são necessárias para uma sociedade saudável. A sociedade que abandona a família natural como regra está destinada ao caos e ao sofrimento. A família amorosa volta-se em amor e serviço para a sua comunidade e para aqueles em necessidade. Todas as instituições sociais e culturais devem respeitar e sustentar os direitos e responsabilidades da família.

A Família e o Casamento

Pedra angular da vida familiar saudável, o casamento traz segurança, contentamento, significado, alegria e maturidade espiritual ao homem e à mulher que entram nesta aliança para toda a vida com comprometimento altruísta.

No casamento, ambos, marido e mulher, comprometem-se com uma vida de amor, respeito, apoio e compaixão mútuos. Conflitos conjugais que possam surgir no casamento são oportunidades para crescimento conjugal e espiritual, e não, como culturas modernas encorajam, razões para romper a aliança. O divórcio é destrutivo para as famílias e para a sociedade.

A sociedade e a política pública devem desencorajar o divórcio, ao mesmo tempo em que tomam ações legais ou outras adequadas em caso de relacionamentos intransigentemente abusivos. Comprometimento firme no casamento provê a segurança na vida familiar de que as crianças necessitam. As crianças também precisam de amor e são designadas para o amor integral dos pais, de ambos, pai e mãe, que o casamento provê. Comunidades e instituições religiosas devem se importar com as famílias e lares, e suas atividades, cujos ambientes carecem destes ideais. Políticas sociais não devem promover a paternidade ou maternidade solitária.

A Família e os Filhos

A família natural provê o ambiente ótimo para o desenvolvimento saudável das crianças. A vida familiar saudável supre a necessidade humana básica de pertencer  e satisfaz os anseios do coração humano de dar e receber amor. A família informa a atitude original da pessoa humana em relação a assuntos fundamentais como identidade , segurança, responsabilidade, amor, moralidade e religião. De modos pessoais e íntimos que nenhuma entidade auto-definida pode, a familia natural se preocupa com seus filhos e crianças e provê seu crescimento espiritual, físico, psicológico e moral. A política deve promover a definição e a continuidade de relacionamentos familiares que criem a estabilidade e a segurança na vida familiar que as crianças e filhos precisam.
A Família e a Sexualidade

As naturezas complementares do homem e da mulher são física e psicologicamente auto-evidentes. Estas diferenças são criadas e naturais, não primariamente socialmente construídas.

A sexualidade é estabelecida para a geração de filhos e para a expressão de amor entre marido e mulher na aliança do casamento. Casamento entre um homem e uma mulher forma o único contexto moral para a união sexual natural. Ainda que, através de pornografia, promiscuidade, incesto ou homossexualidade, desvios destas normas sexuais criadas não podem verdadeiramente satisfazer o espírito humano. Elas levam à obsessão, ao remorso, à alienação, e à doença.

Molestadores de crianças causam danos a crianças e nenhuma justificativa legal válida, psicológica ou moral pode ser oferecida para o hediondo crime de pedofilia. Cultura e sociedade devem encorajar padrões de moralidade sexual que apoiem e aprimorem a vida familiar.

A Família e a Vida

O valor intrínseco, direito à vida e santidade de vida de toda pessoa humana, existe através do transcorrer da vida, da fertilização até a morte natural.

Toda vida humana é uma dádiva para a pessoa, para a familia e para a sociedade. Famílias amorosas tratam com carinho, honram e servem a todos os seus membros, incluindo os fracos, idosos e deficientes.

Tirar a vida humana inocente através do aborto e da eutanásia é errado; respeito pela vida humana requer que escolhamos as opções protetoras da vida de adoção e cuidado paliativo. A destruição de seres humanos embrionários, experiências letais com embriões humanos e abortivas também envolvem retiradas errôneas da vida humana. Todos os experimentos e pesquisas sobre seres humanos devem ser em benefício do paciente humano específico.

Tráfico de órgãos e membros de fetos abortados e de outros seres humanos, clonagem humana e engenharia genética humana tratam a vida humana como uma mercadoria e não devem ser permitidos. Experimentos genéticos humano-animais são um crime contra a humanidade. A política deve respeitar a dignidade inerente à vida humana.

A Família e a População

A sociedade humana depende da renovação da população humana; o verdadeiro problema populacional é a despopulação, não a superpopulação. Muitas nações estão experimentando fertilidade abaixo da reposição, advinda a partir da expansão do aborto, do controle da natalidade, da falta de interesse em casamento e do tamanho da família declinante. As pessoas vivem mais, aumentando o tamanho das populações mais idosas, enquanto há proporcionalmente diminuição do número de contribuintes para sustentar os proventos de aposentadoria e cuidados com a saúde de seus idosos.

Governos justos, iniciativa humana criativa e  beneficência oferecem a melhor esperança para se tratar dos problemas da pobreza, fome e das doenças. Nenhum país deve ser coagido a aceitar políticas de "controle populacional". Esforços para assistir países em desenvolvimento devem ser focados em promover a auto-suficiência da família e a não-dependência.

A Família e a Educação

Unicamente os pais possuem a autoridade e a responsabilidade para dirigir a criação e a educação de seus filhos. Por sua natureza, a educação não é somente técnica e prática, mas também moral e espiritual. A família é a primeira escola da criança; os pais os primeiros e mais importantes professores. O amor à comunidade e a lealdade ao país começam na família. O estado usurpa o papel dos pais, quando monopoliza e comanda o sistema educacional e priva os pais de sua autoridade intrínseca sobre a educação dos filhos. Nem devem escolas ou postos de saúde do governo tratar de pequenos problemas das crianças, sem a aprovação dos pais.

Os currículos escolares não devem minar o direito dos pais de ensinarem a seus filhos valores morais e espirituais. Os pais têm a obrigação para com seus filhos e para com a sociedade de prover a seus filhos um educação adequada. Os pais devem ser livres para gastar seus recursos para educação, incluindo dinheiro de impostos, nas escolas de sua escolha, tal como enviando-os a escolas religiosas ou educando seus filhos em casa.

A Família e a Economia

A política econômica, tanto de corporações quanto governamental, deve ser arquitetada para permitir que a economia da família floresça; o que é bom para as famílias é bom para a economia.

A economia da família está centrada na busca de emprego significativo para satisfazer a vocação pessoal de alguém e para prover as necessidades presentes e futuras, as obrigações e os desejos da família - tais como alimentação, moradia, educação, cuidados com a saúde, beneficência, recreação, renda na aposentadoria, impostos e  herança familiar entre as gerações.

Famílias saudáveis produzem bons cidadãos e trabalhadores, consumidores capazes e empreendimentos inovadores. Empregadores devem permitir aos trabalhadores licença maternidade e familiares flexíveis. Filantropia corporativa e financiamento nacional e internacional para o desenvolvimento econômico devem fortalecer a família natural. Tais financiamentos não devem ser usados para apoiar organizações cujos programas causem danos à família. Comércio de produtos que apelem para vícios, tais como drogas prejudiciais, jogo e mídia pornográfica e violenta solapam a família e devem ser resistidos.

A Família e o Governo

O governo deve proteger e apoiar a família e não usurpar os papéis fundamentais que ela desempenha na sociedade.

Quando o estado ou seus agentes tentam exercer um direito ou uma responsabilidade que pertence à família, não obstante boas intenções para encaminhar um problema social exasperante, seu efeito é solapar e deslocar a família e tornar as coisas piores. Políticas governamentais não devem criar pressão para mães entrarem no trabalho, quando elas preferirem cuidar de suas famílias em tempo integral.

O governo deve assegurar uma sociedade ordeira, legal e justa, que permita às famílias, livre e responsavelmente, se formarem na aliança do casamento e criar filhos, buscar trabalho significativo, prover suas necessidades materiais e de saúde, dirigir a educação e a criação de seus filhos, participar de atividades beneficentes, cívicas e recreativas, cuidar dos membros idosos da família, construir heranças para suas gerações presente e futura e praticar sua religião.

A Família e a Religião

Os pais devem ter o direito de ensinar suas crenças religiosas e morais a seus filhos e criarem-nos de acordo com seus preceitos religiosos. Baseado no direito humano à liberdade religiosa, as famílias têm o direito de crer, praticar e expressar suas concepções religiosas em amor. Instituições religiosas não devem hospedar tendências culturais que solapem a natureza criada da família.

Não é necessário sustentar a perspectiva religiosa para reconhecer que a família é parte da natureza humana e a unidade social fundamental. Instituições religiosas têm o papel crucial cultural-liderativo de afirmar que a família natural humana está estabelecida na criação e é essencial para um boa sociedade; vida e sexualidade são dádivas do Criador para serem desfrutadas respeitosamente e integralmente; a família é sagrada e tem a exclusiva autoridade, responsabilidade e capacidade para prover a educação, os cuidados de saúde e bem-estar para seus membros; e todas as instituições sociais devem respeitar, sustentar e defender a instituição da família.

Chamada para o Respeito à Família
Exortamos a todas as pessoas, famílias, organizações sociais e governos, em todo o mundo, a respeitarem e concordarem com os princípios desta Declaração, para o bem das gerações presente e futura.

Genebra, Suíça, novembro de 1999.


Divulgação:

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