Imaginemos, por absurdo, que um indivíduo se dirige a uma loja maçónica — por exemplo, o GOL (Grande Oriente Lusitano) — e diz o seguinte: “Eu sou simpatizante das ideias nazis, e queria aderir à vossa loja maçónica”. O que lhe diria o grão-mestre do GOL ?
Certamente que lhe diria o seguinte: “Caro amigo: a nossa instituição tem determinadas regras que são incompatíveis com as suas ideias e a sua acção política nazis; portanto, sou obrigado a recusar a sua pretensão de filiação na nossa instituição.
E o grão-mestre da maçonaria poderia acrescentar o seguinte ao candidato nazi a maçon:
"Não estou a discriminar nem você, nem ninguém!
Numa instituição, qualquer que seja, existem sempre e inexoravelmente aquelas pessoas que reúnem as condições para estar dentro dela, e aquelas pessoas que, não reunindo essas condições, têm necessariamente que estar de fora dela. Não existe o ser humano senão o ser humano instituído.
A maçonaria, sendo uma instituição, não está aberta, por exemplo, a pessoas que praticam actos imorais e a criminosos confessos.”

Porém, e em relação ao “casamento” gay, a maçonaria optou por dizer que o casamento natural — entendido entre uma mulher e um homem — é, entendido na sua exclusividade institucional, uma discriminação em relação aos homossexuais. Ou seja, a maçonaria seguiu a esquerda mais radical na destruição de uma instituição [o casamento] quando, simultaneamente, tudo faz para preservar a sua própria instituição maçónica.
A falácia maçónica — e esquerdista radical — consiste em confundir “comportamentos”, por um lado, com “direitos”, por outro lado. Para a maçonaria e para a esquerda radical, um determinado comportamento implica a necessidade de garantia de determinados direitos exarados na lei. Se seguíssemos a lógica maçónica e esquerdista, um assassino — que tem um determinado comportamento — teria toda a legitimidade para tentar impôr, por via da lei, a legitimação do seu comportamento.
Uma segunda falácia da maçonaria — que se segue à supracitada — é a que o “casamento” gay “não prejudica ninguém”. Parte-se do princípio de que o comportamento dos indivíduos não tem absolutamente nenhuma influência na sociedade entendida como um todo. Qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe que este argumento é falso.
Portanto a inefável contribuição da maçonaria no apoio explicito ao “casamento” gay — via Partido Socialista e Partido Social Democrata — está directamente ligada à intenção de destruição da instituição do casamento. O projecto político maçónico é revolucionário e eminentemente totalitário, na medida em que visa atomizar a sociedade por via da destruição da família natural.

O casamento é uma instituição que se caracteriza pela aliança entre o homem e a mulher com a sucessão das gerações — sendo que “instituição” é uma forma de vida que a sociedade concede a si mesma para assegurar a sua perenidade.