segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Em defesa do Matrimônio - Dia Mundial do Matrimônio - 12 de fevereiro

Em defesa do Matrimônio

Em meus muitos contatos com evangélicos e protestantes procuro conduzir o debate para o que nos une, como por exemplo, a defesa da vida. Quase nunca sou bem sucedido, em geral, não querem união, mas divisão (em grego, diábolos). E como a defesa da vida, nestes dias funestos, necessita da união de todos os homens e mulheres de bem. A começar pelo gerador, matriz, em latim, donde matrimônio (sem possibilidade de geração, não se pode chamar de casamento esse tipo de união).
Se o leitor for casado, deve entender rapidamente que a convivência a dois é muito difícil, mas maravilhosamente prazerosa. Para pessoas normais, claro! Se buscarmos as explicações científicas, veremos que a hipótese mais provável é que as fêmeas dos nossos antepassados “inventaram” o casamento, quando o cio foi ignorado e o acasalamento diário manteve um macho interessado e unido.
Para a maioria das religiões, o casamento é sagrado, um projeto de Deus. Para a Igreja Católica, o Matrimônio é um Sacramento e é tratado em 56 parágrafos do Catecismo: a aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma comunhão da vida toda, é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, e foi elevada, entre os batizados, à dignidade de sacramento por Cristo Senhor. (§1602).

A sagrada Escritura abre-se com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus (Gn 1,26) se fecha-se com a visão das “núpcias do Cordeiro” (Ap 19,7). De um extremo a outro, a Escritura fala do casamento e de seu “mistério”, de sua instituição e do sentido que lhe foi dado por Deus, na nova aliança de Cristo e da Igreja (§1603).

No Brasil, todos dizem que somos exemplo de convivência pacífica, como a de judeus e árabes na cidade de São Paulo. Não seria apenas um indicativo de indiferença? Vejamos o que está acontecendo nos Estados Unidos da América: líderes religiosos uniram-se para promover a defesa do matrimônio.
Lemos no zenit.org que as igrejas Anglicana, Luterana, Batista, Católica, Evangélicas, Pentecostais, Mórmon, Judaica e Muçulmana e dos Estados Unidos assinaram o documento “Matrimônio e Liberdade Religiosa: princípios fundamentais que crescem ou caem juntos”.

É uma excelente ação e a tempo de comemorar-se o Dia Mundial do Matrimônio, em 12 de fevereiro. Se para as igrejas americanas o matrimônio e a liberdade religiosa estão em crise, o mesmo não acontece por aqui? O mesmo movimento não se observa por aqui? O casamento e a liberdade de culto não estão ameaçados por leis que pretendem converter a liberdade religiosa em ato homofóbico?
Se as religiões sérias não se unirem, também no Brasil, leis restritivas também poderão ser aprovadas. Como já é o caso das bebidas alcoólicas, já que o Congresso deve aprovar a Lei da Copa, voltando a permitir álcool nos estádios de futebol. Um grande retrocesso, sem dúvida alguma, que se soma à propaganda governamental que omite que a camisinha não protege contra o HPV.

Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor do Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva e congregado mariano.

Fonte: http://www.jornaldebarretos.com.br/novo/2012/02/49040

Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

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