"Descriptions of women used in men's magazines are indistinguishable from views expressed by convicted rapists, researchers found in a new study.
When presented with quotes from both, some men actually found themselves identifying more with the views of the sex offender than those espoused by the magazines, it was found.
Psychologists say that the study highlights the danger of the sexualisation of women in the media and called for moves to deal with the issue."
O que separa, hoje, a nossa sociedade da barbárie não é a cultura antropológica: é apenas a lei.
Ao contrário da feminilidade, a masculinidade precisa de ser confirmada; e daí a importância da proximidade do pai como apoio da criança/rapaz, e como um conforto da sua identidade masculina que lhe dará mais segurança para assumir a renúncia à mãe e ao feminino. A masculinidade é um “valor acrescentado” que necessita de ser confirmada a todos os níveis da personalidade: psíquico, mas também corporal e espiritual.
Até há pouco tempo, a sociedade tinha na família natural [pai, mãe, filhos e filhas] um referência cultural antropológica. O “valor acrescentado” da masculinidade era confirmado de uma forma consentânea com os interesses da sociedade e da preservação do seu futuro: a família e a presença do pai. A desconstrução contemporânea da família natural leva a que os jovens procurem, por meios diferentes e pouco ortodoxos, a confirmação da sua masculinidade.
Embora sempre existissem sociopatas e psicopatas ao longo da História, hoje a sociopatia e a psicopatia tendem a ser normalizadas.
A instituição da família e a figura do pai diluem-se na nossa cultura antropológica. Ainda há pouco tempo, a cultura antropológica dizia-nos que “não se bate numa mulher nem com uma flor”; “os meninos deviam respeitar as meninas”; “as meninas tinham a primazia”; em um transporte público, “o cavalheiro devia dar lugar à senhora”; etc. Quer se queira ou não, havia uma cultura antropológica que "domesticava" o homem — a Razão que controlava o excesso de Thymos [ou Thumos] masculino em circulação na sociedade.
Hoje, os me®dia substituem paulatinamente essa cultura antropológica — que não era isenta de críticas da parte do feminismo! —, fazendo com que a masculinidade seja confirmada mediante padrões culturais sociopatas e psicopatas. O que separa, hoje, a nossa sociedade da barbárie não é a cultura antropológica: é apenas a lei [no sentido de “direito positivo”]. Foi a esta situação que a ideologia de neutralidade de género nos trouxe. E quando a lei é apenas a derradeira fronteira em relação à barbárie, basta mudar a lei para que a barbárie se instale como um valor.