"A ideologia do género, na sua escalada contra a família natural, obteve no ano passado uma importante vitória, com a aprovação parlamentar do casamento legal entre pessoas do mesmo sexo. Uma tal reforma subverteu, em termos legais, o matrimónio civil, agora equiparado à união de duas pessoas do mesmo sexo. Mas, como a lei em vigor não permite que estas uniões possam adoptar, está em curso uma tentativa de substituir o conceito de filiação pela volátil noção de «homoparentalidade»."
Absurdo com pernas
O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada chama à atenção para o projecto totalitário que consiste na erradicação da linhagem genealógica [ou árvore genealógica] das crianças. O gayzismo é, em si mesmo, uma ideologia política para-totalitária que está a ser utilizada por uma certa Esquerda com pretensões totalitárias, como é o caso, por exemplo, do Bloco de Esquerda.
O que me parece mais grave é que se pretende impor coercivamente o conceito de “homoparentalidade” à sociedade sem qualquer discussão. Trata-se de um Diktat, porque os seus defensores sabem perfeitamente que a sua (deles) posição é tão fraca que uma opção por uma definição ética através do modelo discursivo [Habermas] seria suicidária para a sua causa. Quando se eliminam os qualificativos de “mãe” e “pai” dos passaportes, por exemplo, estamos já perante um processo político de Diktat que não tem em conta a vontade do povo.
A instituição do casamento é a aliança da mulher e do homem com a sucessão das gerações.
O “casamento” gay veio suprimir cada um destes termos. Segundo o conceito de “homoparentalidade”, o casamento não é nem a aliança entre o homem e a mulher, nem é sequer o acto gerador. E é baseando-se na benevolência do povo quando permitiu o “casamento” gay, que agora se impõe, pela força exercida através da repressão do Estado, o conceito de “homoparentalidade”. O que pode sair daqui é exactamente a revogação do “casamento” gay; a probabilidade de que isso venha a acontecer — num futuro não tão longínquo quanto se possa pensar — é, na minha opinião, alta.
A árvore genealógica passa a ser proibida.
A "homoparentalidade" elimina a noção de origem carnal; e a criança já não pode inscrever-se em duas linhas claras de parentesco e perde a sua noção natural de finitude. Os futuros adultos considerar-se-iam consecutivamente como o ponto zero da linhagem; as gerações anteriores seriam marginalizadas, se não mesmo erradicadas da cultura antropológica — o que levaria o futuro adulto a não valorizar a sua própria maternidade ou paternidade. Estamos, assim, perante a atomização da sociedade através da tentativa da eliminação radical da identidade dos cidadãos, tendo como objectivo um novo tipo de totalitarismo.
O Bloco de Esquerda é um partido que defende a erradicação da liberdade em nome da liberdade; é o partido político português mais perigoso, porque se serve alegadamente da defesa da liberdade para defender o fim da liberdade. E, por isso, o Bloco de Esquerda deve ser combatido através de todos os meios possíveis e necessários [literalmente].